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Quase na 200

Edição 26. Kleiton Keu, noseslide (foto Alexandre Vianna) False

Por Douglas Prieto

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21/11/2016

Estamos prestes a lançar a edição 200 da CemporcentoSKATE, e, claro, teremos surpresas vindo por aí. Esse editorial abaixo, assinado por Alexandre Vianna na edição 26, representa um momento importante na história da revista, com o anúncio de que a CemporcentoSKATE teria um braço digital. Hoje em dia são diversos tentáculos, alcançando todos os lugares e seguindo na missão de levar skate de qualidade, com todas as possíveis representações que esse termo tão genérico permita: seja em fotografia, manobra, opinião ou história. Interessante reler esse texto, e de certa forma preocupante, já que o skate brasileiro continua enfrentando alguns dos mesmos problemas desde 1999 (ou antes) até hoje.

O skate é sinônimo de velocidade. Novidades e manobras correm pelo consciente dos skatistas cada vez mais rápido, e as tendências passam despercebidas para quem não tem as antenas ligadas no esporte e no mercado. Para acompanhar esse ritmo, a revista 100% desenvolveu seu novo braço, o www.cemporcentoskate.com.br. Colocamos na rede um novo padrão de nosso site, com notícias atualizadas. Colocar as matérias quentes na Internet é importante, porque podemos fazer da revista impressa um veículo mais interpretativo e opinativo. A 100%, desde sua criação, sempre se preocupou com cada centímetro de papel impresso, cada informação, cada foto. Não queremos apenas mostrar que cumprimos nosso cronograma, mas queremos fazer com que os leitores tenham alguma reação com a nossa publicação. O papel de uma revista bem elaborada é informar, interpretar e, através disso, formar opiniões e somar conceitos. Uma revista de skate também deve funcionar dessa forma. Deve criar estímulos positivos baseados na realidade do esporte. Boas fotos e boas idéias, casadas com postura, resultam em estímulos. Vomitar informações picadas é uma saída para publicações que precisam preencher as páginas não ocupadas por anúncios. Não é o nosso caso.Nesta edição, resolvemos elaborar uma matéria sobre o circuito europeu saindo daquele padrão “fui, vi e foi muito louco”. Descobrimos um grande lance: a diferença da receptividade dos americanos para com os brasileiros antes e depois de todas as conquistas dos nossos atletas. Foi um longo caminho de batalhas para obter a credibilidade internacional. Ainda falando em conceito, continuamos a defender publicamente que os consumidores devem valorizar as marcas que investem no esporte. Pode começar a soar repetitivo, mas é o consumidor consciente que constrói um mercado profissional. Consciência, aqui, significa o seguinte: o fato de um produto ser muito mais barato não signifca necessariamente que o dono da marca queira dar oportunidade para quem não tem dinheiro. O preço baixo pode estar escondendo um empresário desinteressado, que consegue baratear os acessórios não patrocinando atletas ou eventos ligados ao skate. Ele acaba “atropelando” marcas sérias, que passam a vender menos. Por consequência, o esporte perde força. Desconfie e fique ligado. (Alexandre Vianna)

 

 

 
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