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Entrevista exclusiva Rony Gomes

Rony Gomes, backside flip melon  False

Por Charles Franco

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28/07/2010

2010 está sendo produtivo para Rony Gomes. O skatista, que se profissionalizou e acaba de lançar um model de shape pela Drop Dead, passa por um grande momento na carreira. Se dividindo entre a Califórnia e o Brasil, Rony está construindo os alicerces para ser reconhecido como um dos grandes nomes do vertical nacional.

Confira a entrevista exclusiva realizada com Rony Gomes diretamente de San Diego, Califórnia.

Como foi essa temporada nos EUA, o que se diferenciou das outras passagens que você teve por lá?

Sempre que vou para os EUA para andar de skate eu consigo evoluir de forma bem mais rápida do que quando estou no Brasil. Acredito que isso aconteça em função da grande variedade e qualidade das rampas. Porém, desta vez acabou sendo bem mais produtivo. Além de ter a oportunidade de conhecer novas rampas e aprender novas manobras no half, nessa temporada comecei a andar na Megarrampa.

Atualmente você está focado em aprimorar o seu skate e isso faz você dividir o tempo entre os EUA e o Brasil. Como você administra isso?
Hoje passo mais tempo na Califórnia justamente para andar de skate e evoluir. É mais por necessidade do que uma vontade própria, pois se fosse para escolher, optaria por ficar no Brasil sempre. Terminei o colégio no ano passado e aproveitei essa atual fase para ver como seria minha vida viajando. Para o ano que vem, tenho planos de ficar mais tempo no Brasil e fazer faculdade.

Qual a principal diferença entre os EUA e o Brasil além da qualidade das pistas? O que difere os skatistas brasileiros dos americanos (no vertical)?
O brasileiro tem muita garra, anda sempre com muito empenho e tem vontade de fazer as coisas independente das circunstâncias. Já os americanos, nem tanto. Não estou dizendo que falta vontade para eles, mas se fossem submetidos às mesmas condições e situações pelas quais passamos, com toda certeza o negócio ia ser bem diferente!

Você está andando na Megarrampa com maior frequência. Qual o seu tipo de relação com o obstáculo? Pretende se tornar um especialista?
Sinceramente não sei. A questão de andar na megarrampa para mim foi acontecendo de uma forma muito inesperada. Eu sempre quis andar, porém sentia medo e acabava deixando para depois. Certo dia resolvi encarar, fiz o meu primeiro drop e mandar algumas manobras. Achei aquele momento incrível, não queria mais parar. Hoje não pretendo deixar de andar tão cedo, estou com vontade de aprender cada vez mais manobras todos os dias.

Você tem evoluído no half-pipe, especialmente em manobras técnicas, de giro e sem pegar o skate. Em quem você se espelha e porque preferiu seguir esse caminho?
Sempre gostei muito de aprender manobras e por esse motivo procuro sempre tentar inovar e mandar umas que estão longe de acontecer. Mesmo sem saber se vai dar certo, estou sempre tentando. Skatistas como Otávio Neto, Geninho e Bob são caras que possuem esse perfil de criar e andar de skate para mandar manobras novas.

Quais são os skatistas que mais lhe inspiram?
Existem dois skatistas que me empolgam muito quando estão andando de skate, Lincoln Ueda e Sandro Dias. Ambos andam com uma velocidade incrível, que nenhum outro skatista no mundo anda e voam cada vez mais alto. Isso empolga muito em uma sessão!

Você, como um skatista especialista em transições, tem em mente fazer uma parte em vídeo onde você mescle manobras de alto nível técnico no pipe com manobras realizadas em transições naturais (na rua)? Já pensou nisso?
Sempre penso nisso. Quando converso com um fotógrafo ou alguem da mídia, comento de fazer coisas no street também, acho legal mesclar as duas coisas. Acabo muitas vezes não me puxando muito no street para não me machucar, mas quando ponho alguma coisa em mente vou lá e faço. Por isso, se algum dia vier a fazer partes de vídeo, com certeza mesclarei os dois andando no meu máximo.

Você se tornou Pro e acaba de lançar um model de shape pela Drop Dead. Como foi o processo?
Sim, fiquei muito feliz pela oportunidade que eles me deram. Há algum tempo vínhamos conversando e veio a ideia de fazermos meu primeiro Pro Model. Após alguns emails e muita conversa, resolvemos usar o desenho da minha tatuagem no shape, e ao invés de estar com o ano em que comecei andar de skate, o desenho leva o ano em que virei profissional.

Além da profissionalização, está com algum projeto para esse ano?
A princípio não, quero continuar andando com mais frequêcia na Megarrampa, que é uma modalidade nova para mim e aprimorar minha técnica nesse obstáculo o máximo possível.

Qual a última parte em vídeo que você assistiu repetidas vezes?
A do Bob no vídeo da Flip (Extremely Sorry), o que ele fez ali e faz até hoje é impressionante.

 

 

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