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Entrevista: Marcelo Calazans

Entrevista: Marcelo Calazans False

Por Rodrigo K-b-ça

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25/03/2011

Desta vez é Marcelo Calazans que responde algumas perguntas sobre a história da Drop Dead. Após trabalhar em diversos setores dentro da marca, Calazans foi uma das pessoas que ajudaram e participaram na formação de uma das mais importantes marcas da história do skate nacional.

Após divulgarmos as entrevistas do fundador da Drop Dead, Eduardo Dias (veja matéria) e de Adriano Dranho, familiar de Eduardo, que teve grande contribuição no crescimento da marca (veja matéria), chegou a vez de Rodrigo K-b-ça fazer algumas perguntas a Marcelo Calazans. Veja abaixo:

Marcelo Calazans talvez tenha sido a maior imagem da Drop Dead entre os muitos skatistas que participavam de seus eventos. Começou na marca silkando os shapes logo que começaram a fazer seus primeiros decks, até chegar a designer de produtos e team manager, além de ser um dos narradores de campeonatos mais conhecidos do Brasil. Hoje Calazans trabalha na distribuidora South America (Adio/Fallen/Zero). Confira a entrevista.


Campeonatos pros e amadores. Qual a importância que esses eventos tinham dentro da Drop?

No início a ideia era promover eventos para quem andava, imitando competições que rolavam em outros lugares, e consequentemente aumentando o número de adeptos e fomentando o mercado de skate na cidade/estado e em todo Brasil.

Como a Drop resolveu apostar em tours? Comente um pouco sobre a diferença das tours feitas pela Drop em relação as tours feitas hoje em dia...

Nada foi tão simples. Tínhamos uma equipe muito grande, com grandes skatistas. Com o aumento de clientes pelo Brasil afora, havia a necessidade de encurtarmos a distância entre o cliente-final (skatista) e os seus ídolos. E, ao mesmo tempo, melhorar nossas relações comerciais com nossos clientes. Com o aumento da equipe da Drop e suas marcas, possibilitamos visitas em todos os eventos da época, em qualquer região do Brasil, independente das tours. Para uma Tour ser feita, é necessário participação de todo grupo, do lojista, do representante, da marca e seu atletas. A força da equipe é a chave de uma Tour.

A tour quebra uma barreira entre o skatista famoso e o skatista local. Você ir para o interior do estado levando uma equipe de skatistas Pros e amadores, videomakers e fotógrafos, é mais do que aproximar gerações, é criar expectativas novas para regiões que estão fora dos grandes centros. Hoje notamos o resultado, cidades com skatistas de ponta, pistas locais, lojas que incentivam o skate e a cultura do skate. Hoje poucas são as marcas que conseguem fazer uma Tour com estrutura grande. Recentemente a Freeday fez uma tour (Follow Us) que trouxe bons resultados. Não acredito em diferença de hoje e ontem, acredito em uma evolução. Se tiverem mais tours, melhor para o skate.

Ao invés de manter-se somente em Curitiba fazendo seus eventos, a Drop levou seus campeonatos amadores para estados como o RS e SC. Era um investimento que dava retorno?

Com certeza dava retorno, porque o campeonato amador fortalece o "novo". Novo skatista local, a nova cidade, o novo cliente, etc. Logicamente que, como nas tours, os eventos tinham uma parceria com os clientes da região. O retorno existiu, e possibilitou abertura de pronta-entregas e lojas próprias nestas regiões.

Com seus campeonatos amadores, a Drop, de uma maneira ou outra, iniciou um modelo de como organizar um evento de skate no Brasil, dando um bom tratamento aos skatistas. Até que ponto as idéias dos próprios competidores eram incorporadas à organização dos seus eventos?

Como também fomos competidores foi natural tentar fazer o melhor para quem participava de nossos eventos. Criar uma logística de atendimento não é complicado quando temos uma boa estrutura. Os eventos que realizávamos tinham uma infra de dar inveja, alimentação, fisioterapeuta, médicos especializados, mapa da cidade, guia de hotéis e restaurantes e, talvez o mais importante, uma equipe. O ponto chave dos eventos da Drop foi ter criado uma equipe de trabalho que nos acompanhava durante todos eles. Seguranças, porteiros, pessoal de limpeza, técnicos de som, Djs, juízes, locutores, polícia militar, bombeiros, fiscais e muitos outros, que com o passar do tempo conheceram os competidores. Era comum os skatistas serem "brothers" de policiais e seguranças nos eventos da Drop. (risos) Nada fazíamos sem o aval dos competidores, sempre nos posicionamos abertamente com eles. Formávamos um time de competidores no início de cada competição, que fiscalizavam evento. Qualquer situação inesperada era resolvida com a participação deles.

Acha que os campeonatos ainda são uma boa ferramenta de divulgação?

Com a evolução do skate, eventos e suas mídias, as características foram se alterando. Quando começou a rolar os eventos de skate, pouco se tinha aonde divulgar sua marca. O campeonato de skate era a única maneira de divulgar algo que era relacionado ao skate. Com o passar do tempo o skate virou estilo, que virou revistas e se consolidou com um mercado forte. Tivemos um período com 5 eventos em diferentes estados a cada final de semana, mil competidores participavam semanalmente de eventos em todo o Brasil. Isso inflacionou o mercado, que parecia ser forte e grande. Era impossível você (marca) estar apoiando tantos eventos e tantos novos skatistas "primeiros colocados" que nasciam. Eventos fechados para convidados, tours e exposições em feiras eram os novos caminhos para grandes marcas, desta forma fomos alternando os eventos. Hoje vemos que cada marca pode fazer seu evento, proporcionando aos competidores e apreciadores um novo estilo de divulgação.

 

 

 

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