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Go Channel

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Por Armen Pamboukdjian - Da Redação

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14/12/2016

Acaba de ser lançado o Go Channel, um canal de vídeos de skate feito por meninas e que vem para preeencher uma lacuna no meio de tantos canais que existem na internet. Ele é idealizado por ninguém menos do que Grazi Oliveira, a porto-alegrense que anda de skate há mais de uma década e que está envolvida diretamente com marcas e a mídia especializada do skate brasileiro. 

Grazi OliveiraNas palavras dela, "O Go Channel vem para dar visibilidade às garotas que andam de skate no Brasil, um grupo que vem crescendo, revelando grandes nomes, mas que ainda conta com pouco reconhecimento e apoio do mercado e das marcas em geral."

O skate feminino vêm crescendo no Brasil nos últimos anos, é o que mostra a pesquisa encomendada pela Confederação brasileira de Skate (CBSk) ao Instituto Datafolha no final de 2015. Nela revelou-se que dentre os 8,5 milhões de skatistas brasileiros, as garotas representam quase 20% deste número (ou 1.600.000 - hum milhão e seiscentas mil).

Analisando os dados, o número de garotas praticantes de skate no Brasil praticamente duplicou desde a última pesquisa realizada em 2009, quando as garotas representavam apenas 10% do total de skatistas brasileiros.

De encontro a estes fatos fica fácil de entender os motivos do precedente aberto pelas 75 garotas que competiram nas diversas categorias no último Campeonato Brasileiro de Skate Feminino (reveja). O número recorde de participantes deverá figurar no Guinness Book of Records, segundo a CBSk. 

A CemporcentoSKATE, ao longo de seus quase 22 anos, sempre divulgou o skate feminino, seja produzindo capas com garotas (foram três: Eliana Sosco, Letícia Bufoni e Ligiane Xuxa), ou com a produção de matérias e bons conteúdos relacionados ao skate feminino. A própria Grazi Oliveira fez parte do corpo de colunistas da Revista CemporcentoSKATE em 2014/15

Diante da demanda atual do skate feminino, aliado ao atual cenário de falta de apoio e visibilidade é que Grazi resolveu criar o canal e aproveitamos para bater um papo com ela a fim de enteder melhor a sua nova empreitada.

O momento do skate feminino nacional necessitava de um canal específico. Mas conte nos como foi a ideia, como você resolveu tomar essa iniciativa?
Eu fiquei martelando por muito tempo essa idéia. Inclusive por anos. Por conta da minha experiência no exterior, com muitas marcas, depois em veículos de comunicação, eu pensava como é que eu poderia dar um start nisso. Foi aí que tomei um pouco de iniciativa. Nos dias em que tive férias do meu trabalho (pois eu tenho um trabalho diário), inclui esse start. Foi tudo meio que sem pretensão e quando vi já tinham acontecido as gravações dos teasers e dos dois primeiros programas. E foi uma coisa muito pra ser, pois eu não tinha grana (e ainda não tenho), é um projeto totalmente independente. Juntei grãozinho por grãozinho e de última hora consegui comprar uma passagem pra ir pra California.


E esse primeiro episódio foi gravado em Los Angeles (California). Como foi isso?
Eu decidi ir pra Los Angeles porque eu já tenho familiaridade com a região, com o local, com os picos, e eu sabia que ia ter muitas meninas por lá por conta de uma sessão feminina no Berrics. Então entrei em contato com algumas amigas como a Letícia Gonçalves e a Bia Sodré, que estavam lá justamente para correr alguns campeonatos que estavam acontecendo naquele período (neste último trimestre), e foi assim.


E essa passagem com as skatistas por L.A.?
Acho que pelo teaser que soltamos já dava pra imaginar. Foram 10 dias de muito skate e diversão. A gente percorreu vários picos diferentes, desde Hollywood ao gueto de Inglewood, até o Berrics, Venice Beach, Encinitas, San Diego... a gente percorreu por alguns lugares clássicos do skate, pra mostrar que menina também tem espaço, e que esta tentando reunir as forças de todas as maneiras pra poder sobreviver. E pelo que se vê, a gente precisa sair do país pra ser valorizada e ter essa visibilidade.

Assista abaixo ao primeiro episódio:



E o segundo episódio é também no exterior ou é gravado no Brasil?
Sim, o segundo é no Brasil. Porque não é só no exterior que eu quero mostrar esse nível. Começou ali justamente por casar com minhas férias e eu conseguir ter emendado essa viagem. Mas assim que voltei do exterior, um dia depois, houve uma oportunidade de filmar com várias meninas aqui em São Paulo, então vai ter sessão interminável em São Paulo, que começou de manhã e foi até de madrugada, e em breve tudo isso estará publicado no canal.


E suas pretensões futuras para o canal?
A minha idéia é que as meninas me procurem e que eu consiga ter esse desafio de ir em vários lugares diferentes aqui no Brasil, e no futuro em outros lugares do mundo, filmar aonde elas querem, ter a paciência de esperar ela acertar uma manobra. Dela ter, realmente, esse espaço com um pouco mais de cuidado, um pouco mais de atenção. Porque eu também ando de skate há muitos anos, eu tenho uma experiência no mercado eu eu to aprendendo junto com elas a filmar, editar, tudo isso com muita paciência e muita força de vontade. Essa é mais ou menos a filosofia do canal, sabe? Mostrar as meninas numa sessão divertida e ter essa paciência e cuidado que normalmente ninguém teria pra mostra o rolê de uma categoria que esta um pouco invisível, que todo mundo "paga um pau", mas ninguém dá força, ninguém dá nada. Não tem marca focada nisso também, quiçá uma marca que apóia. Então é esse o meu objetivo: conseguir mostrar essa cena pra no futuro a gente conseguir ter as mesmas coisas que os meninos conseguem e ser uma coisa equilibrada.

Abaixo, veja algumas fotos das sessões e aproveite para seguir o Go Channel nas redes sociais.

YouTube: Go Channel
Facebook: www.facebook.com/gochannelbr/
Instagram: @gochannelbr



 

 
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